Dulcíssima Maria esqueça as flores
Pintadas ao tempo
Sobre o teu rosto,
E os anos, sentada a esperar, foram embora
Uma longa, longa vida nenhuma a encontrar...
Não volta mais
E o dia chegará vestido de poesia
E falará de sonhos que não lembravas mais
E te abençoará, dulcíssima Maria.
Dulcíssima Maria dos olhos limpos
Dos olhos molhados
É tempo de ir
E rápido sentirás o perfume da manhã
E o tordo cantará voando perto...
Não volta mais.
E se alguém quererás vestido de poesia
Te cobrirá de amor sem pedir-te a mais
E te acariciará dulcíssima Maria.